Actualmente a tecnologia não está só nos nossos telefones, computadores e electrodomésticos. Ela avançou também no universo mais íntimo e sensual da vida das pessoas. Querendo ou não, as Inteligências Artificias (IAs), os robôs e prazer se tornaram um trio com impacto nas relações mais íntimas dos humanos.

O que no passado parecia apenas cena de filme, hoje é real, robôs humanóides (robôs com forma de humana) que conversam, apps com parceiros virtuais, brinquedos inteligentes e experiências digitais que aprendem connosco.


A companhia e o prazer vindo de pessoas reais e relações humanas têm sido substituídos por:

Humanóides companheiros – robôs com rosto, voz e personalidade programada que conversam, simulam emoções, e registam ou aprendem as preferências, máquinas criadas para dar companhia emocional e sexual ao seu proprietário.

Dispositivos inteligentes - brinquedos que se conectam ao telemóvel, respondem a padrões, personalizam estímulos e até funcionam à distância.

Namorados(as) virtuais com IA – através de Apps que permitem criar pessoas digitais para conversar, flertar e inclusive mandar mensagem.

Diante de toda está realidade surge a pergunta do porque, que motivos que levariam as pessoas a optar por IAs e humanóides?

Os motivos e ou razões são várias, e dependem de muitos factores, como sociais, psicológicos ou emocionais, financeiros.  A forma acelerada como vivemos no dia a dia, onde o tempo é curto, as rotinas pesadas e as pessoas cada vez mais isoladas. Muita gente sente solidão mesmo rodeada de pessoas, outras enfrentam dificuldades emocionais para construir vínculos, e há também quem se sinta mais seguro a explorar o prazer longe de julgamentos ou expectativas. A IA entrou nesse espaço com uma oferta simples, companhia personalizada, sempre disponível, sempre atenta e sempre pronta. O que para muitos, significa conforto emocional, para outros, curiosidade, para outros ainda, uma nova forma de se reconectar com o próprio corpo e desejos.

A par disso, tem também o lado financeiro, a indústria de bem-estar e prazer cresceu sem parar, apresentado aos consumidores que procuram soluções práticas, privadas e inovadoras. As empresas perceberam que existe um público disposto a pagar por experiências mais inteligentes, discretas e ajustadas às suas necessidades e isso inclui pessoas solteiras a casais curiosos ou longas distâncias.

Naturalmente, como toda inovação ou revolução a presença das IAs no mundo íntimo também tem tido os seus impactos. Por exemplo, a tecnologia trouxe autonomia, permitiu explorar a sexualidade sem tabus, desbloqueou inseguranças e criou espaços onde se pode viver fantasia com mais liberdade, uma forma de sentir presença e acolhimento emocional sem exigências, sem complicações e sem medo de vulnerabilidade.

Assim sendo, para vossa reflexão e comentários questiono?

Será que tanta disponibilidade emocional e sexual por parte de uma IA não altera a forma como nos relacionamos com pessoas reais?


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